13 de abril de 2026
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A competência em linguagem e comunicação fornece ferramentas fundamentais para a
aprendizagem, o envolvimento em relações sociais e a regulação do comportamento e das
emoções desde a infância. Este trabalho descreve a evolução do desenvolvimento da linguagem
nos cinco primeiros anos de vida e suas inter-relações com desenvolvimento e transtornos
psicossociais e emocionais ao longo do ciclo de vida. Serão discutidas, também, implicações para
prevenção, intervenção, educação e políticas públicas.

 

Relevância da questão

Sob a rubrica de linguagem dois domínios são considerados: a linguagem estrutural e a
comunicação pragmática. As habilidades de linguagem estrutural englobam os sons da língua
(fonologia), o vocabulário (semântica), a gramática (sintaxe e morfossintaxe), o discurso
narrativo, e o processamento auditivo de informações verbais. As habilidades de linguagem
pragmática incluem comportamentos de conversação e outros comportamentos comunicativos
que envolvem alternância de turnos, utilização adequada de gestos e manutenção de contato de
olhar. Tanto quanto desses aspectos específicos da linguagem e da comunicação, as crianças
precisam ser capazes de expressar seus pensamentos (linguagem expressiva) e de compreender
os pensamentos dos outros (linguagem receptiva) em situações sociais e de aprendizagem.

 

Quando a criança tem dificuldade para se expressar e entender os outros, não surpreende que
ocorram problemas de ajustamento psicossocial e emocional. Por outro lado, é relativamente
grande a proporção de crianças em idade escolar que têm distúrbios psicossociais e emocionais e
que frequentemente apresentam problemas de linguagem e comunicação.

 

Contexto de pesquisa

O desenvolvimento e os comprometimentos da linguagem e sua associação com desenvolvimento
e transtornos psicossociais e emocionais têm sido examinados em estudos transversais e
longitudinais com amostras baseadas nas comunidades e com amostras encaminhadas para
tratamento clínico – tanto para clínicas especializadas em fala/linguagem quanto para clínicas de
saúde mental – desde a infância até a adolescência. Nesses estudos, têm sido examinados
aspectos da linguagem e habilidades com as quais a linguagem e a comunicação estão
associadas.

 

Questões-chave de pesquisa

As questões-chave de pesquisa incluem: (1) Qual é o padrão de desenvolvimento da linguagem e
da comunicação nos cinco primeiros anos de vida? (2) Qual é a prevalência de
comprometimentos de linguagem e comunicação na população em geral, entre o nascimento e os
cinco anos de idade? (3) Com quais transtornos psicossociais e emocionais estão associados os
comprometimentos de linguagem? (4) Existem outras funções de desenvolvimento além dos
transtornos psicossociais e emocionais que estão associadas a comprometimentos de linguagem?
(5) Quais são as consequências para crianças que têm comprometimentos de comunicação e de
linguagem? (6) Que fatores causais contribuem para a associação entre comprometimentos de
linguagem e desenvolvimento psicossocial e emocional? (7) Existe alguma especificidade da
linguagem que pode ser considerada como foco de estudo? (8) Quais são as melhores formas de
tratar comprometimentos de linguagem?

 

Resultados de pesquisas recentes

A evolução da comunicação nos cinco primeiros anos de vida pode ser dividida em três períodos.5
O primeiro período começa com o nascimento, quando o bebê se comunica por meio do choro, do
olhar, de vocalizações e dos primeiros gestos. Esses comportamentos comunicativos iniciais não
são intencionais, mas criam o cenário para a comunicação intencional posterior. No segundo
período, dos seis aos 18 meses de idade, o envolvimento comunicativo do bebê com os adultos
torna-se intencional. Um ponto crítico de mudança é o surgimento da atenção conjunta,
que envolve a coordenação da atenção visual do bebê com a de outra pessoa em relação a objetos e
eventos.

No terceiro período, dos 18 meses de idade em diante, a linguagem domina a ação
como forma principal de aprendizagem e de comunicação. Por exemplo, crianças em idade pré escolar podem envolver-se em conversas sobre emoções que levam em conta o estado afetivo do
outro, podem utilizar a linguagem para se autocontrolar e são capazes de negociar verbalmente.

 

Estima-se que de 8% a 12% das crianças em idade pré-escolar tenham alguma forma de
comprometimento de linguagem. Na maior parte dos casos, essas crianças não são identificadas
até os dois ou três anos de idade, quando se evidencia que não falam. Além disso, cerca de 50%
das crianças em idade pré-escolar e escolar que são encaminhadas para serviços de saúde
mental ou colocadas em classes especiais têm comprometimentos de linguagem ou
incapacidades de aprendizagem relacionadas à linguagem. Não existem dados sobre a
prevalência de problemas de comunicação pré-verbal em bebês, embora atualmente a
disponibilidade de novos instrumentos e exames torne isso possível.

 

Diversos distúrbios psicossociais e emocionais têm sido associados a comprometimentos de
linguagem. Em bebês, são muito comuns os problemas de regulação emocional e comportamental – por exemplo, dificuldades para se deixar acalmar, de alimentação e de sono.
O vocabulário físico e expressivo estão associados ao vocabulário falado já aos 19 meses de
idade. A partir dos anos pré-escolares, o diagnóstico mais comum para crianças com
comprometimento de linguagem que são encaminhadas para clínicas de linguagem e de saúde
mental é o Transtorno do Déficit de Atenção (Hiperatividade). Os comprometimentos de
linguagem não existem isoladamente, e desde a primeira infância o desenvolvimento da
linguagem está associado a habilidades cognitivas, de cognição social e motoras.

 

Permanece em aberto a questão sobre a existência de alguma especificidade da linguagem como
foco de estudo. Por um lado, a linguagem pode ser apenas uma de uma gama de funções do
desenvolvimento causadas por um mesmo fator subjacente. Por outro lado, a linguagem pode
ter um papel central a desempenhar no desenvolvimento de transtornos psicossociais e
emocionais, na medida em que a linguagem internalizada e as regras verbalmente mediadas têm
um papel importante no autocontrole e em realizações em diversos domínios.

Conclusões

A linguagem e o desenvolvimento psicossocial e emocional estão interrelacionados desde os
primeiros momentos de vida da criança. A comunicação começa nos primeiros dias de vida. Em
última instância, problemas potenciais que surgem nas relações com os pais podem desdobrar-se
à medida que as crianças ingressam na escola, e passam a ter dificuldades de aprendizagem e
para se entender com professores e colegas. Até mesmo pequenos problemas de linguagem
podem ter impacto no curso do desenvolvimento. As consequências são agravadas pela presença
concomitante de estresses ambientais. Uma vez que a competência em linguagem é fundamental
para a prontidão para a escola e para o ajustamento psicossocial e emocional, problemas de
linguagem e comunicação podem colocar a criança em uma trajetória de desajustamento por
toda a vida. Problemas de linguagem podem ser sutis e passar despercebidos em situações
terapêuticas e de aprendizagem. Dessa forma, a identificação e a avaliação de transtornos de
linguagem, assim como a intervenção, são importantes nos primeiros anos de vida, criando o
cenário para competências posteriores em uma grande variedade de áreas.

 

Implicações para políticas e serviços

A avaliação rotineira de habilidades de linguagem e comunicação e o provimento de intervenções
são ações preventivas essenciais desde os primeiros dias de vida. Isto é importante porque
intervenções durante os primeiros meses de vida ou nos anos pré-escolares podem ter impacto
significativo sobre os resultados apresentados pela criança.29 Uma vez identificadas as
dificuldades, é fundamental a criação de um perfil abrangente de habilidades de comunicação,
de linguagem, cognitivas e psicossociais/emocionais para o planejamento dessas intervenções preventivas.

 

Houve um movimento de afastamento de terapias individuais em clínicas, adotando-se um foco na linguagem funcional em ambientes naturalísticos. É necessário que se faça uma
integração interministerial e multidisciplinar, tendo em vista as implicações dos comprometimentos de linguagem não diagnosticados para a saúde, a saúde mental, o atendimento à infância, a educação e o sistema judiciário de jovens.

 

É preciso colocar à disposição dos pais informações sobre a natureza dos comprometimentos de linguagem e seu impacto sobre o funcionamento acadêmico e psicossocial/emocional, que devem constituir parte do currículo de profissionais que trabalham com crianças. Isto inclui pediatras, médicos de família, fonoaudiólogos, educadores, educadores infantis e profissionais de saúde mental.

 

https://www.enciclopedia-crianca.com/desenvolvimento-da-linguagem-e-alfabetizacao

 

 

 

 

7 de abril de 2026
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Dia Mundial da Saúde é comemorado anualmente no dia 7 de abril. Essa data, criada pela Organização Mundial da Saúde, é um momento para que questões sérias relacionadas à saúde sejam trabalhadas, garantindo a conscientização sobre esse tema e estimulando a criação de políticas voltadas ao bem-estar da população. Além disso, as ações realizadas na data são importantes para que a população aprenda a cuidar-se e informar-se sobre seus direitos quando o assunto é promoção da saúde.

 

O que é o Dia Mundial da Saúde?

O Dia Mundial da Saúde, comemorado no 7 de abril, é uma data, criada em 1948 pela Organização Mundial da Saúde, que tem como objetivo conscientizar a população a respeito da qualidade de vida e dos diferentes fatores que afetam a saúde populacional. Essa data foi estabelecida para coincidir com a de fundação da referida organização, e foi comemorada, pela primeira vez, em 1950.

A cada ano, um tema é adotado, e esses temas refletem alguns dos principais problemas relacionados à saúde que afetam a população mundial.

 

Definição de saúde

Muitas pessoas consideram-se saudáveis quando estão sem nenhuma doença, porém a falta de enfermidades não significa presença de saúde. Dizer que uma pessoa está saudável requer a análise de um conjunto de fatores, tais como qualidade de vida e aspectos mentais e físicos.

Em 1946, a Organização Mundial da Saúde aprovou um conceito que visava ampliar a visão do mundo a respeito do que seria estar saudável. Ficou definido então que “a saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença ou enfermidade”.

De acordo com esse conceito, percebemos que saúde não é um estado fácil de ser alcançado, uma vez que nem todas as pessoas conseguem viver sem tristezas, sem preocupações e interagindo com o restante da sociedade de maneira harmoniosa. A saúde deve ser vista como uma forma de total bem-estar, que é conseguido não só por meio do tratamento de doenças ou de sua prevenção, mas também da qualidade de vida.

De acordo com a Lei nº 8.080, de 1990, a saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício. A lei também enfoca que, para haver saúde, alguns fatores são determinantes, tais como: a alimentação, a moradia, o saneamento básico, o meio ambiente, o trabalho, a renda, a educação, a atividade física, o transporte, o lazer, e o acesso aos bens e serviços essenciais.

Percebe-se, portanto, que todos os fatores, por mais irrelevantes que possam parecer, afetam a vida de um indivíduo e, consequentemente, a sua saúde. O papel do Estado para garantir o bem-estar da população é fundamental, pois é ele o responsável pela qualidade de vida de cada cidadão.

É fundamental que, além de cuidarmos da nossa saúde, participemos da luta por melhorias em nosso país. Vale destacar que não devemos procurar melhorias apenas em hospitais, devemos lutar por mais segurança, educação, lazer, cultura, entre outros direitos básicos e fundamentais para o completo bem-estar individual e social.

2 de abril de 2026
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Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado em 2 de abril, foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2007 com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), também conhecido como autismo, combater o preconceito e promover a inclusão.

 

A data reforça um compromisso global com a construção de uma sociedade mais informada e acolhedora, em que pessoas autistas tenham seus direitos  respeitados e acesso a oportunidades.

 

O que é o Dia Mundial do Autismo?

O Dia Mundial do Autismo foi criado para dar visibilidade ao tema e ampliar a compreensão sobre as necessidades das pessoas autistas.

Por muitos anos, o autismo foi pouco compreendido, o que contribuiu para estigmasdiagnósticos tardios e dificuldades de acesso à saúde e à educação.

 

Por que o Dia do Autismo é celebrado em 2 de abril?

A data foi definida pela ONU em 2007 como parte de um esforço global para promover a conscientização sobre o autismo, ampliar o debate público e incentivar políticas voltadas às pessoas autistas.

Desde então, o dia 2 de abril se tornou um marco internacional de mobilização de governos, instituições e da sociedade.

 

Qual é a cor do autismo e o que os símbolos representam hoje?

Historicamente, a cor azul foi amplamente utilizada em campanhas de conscientização sobre o autismo.

No entanto, esse uso é questionado por parte da comunidade autista. Algumas críticas apontam que o azul não representa a diversidade do espectro e pode reforçar percepções antigas, como a ideia de maior prevalência em meninos, que hoje vem sendo revista devido ao subdiagnóstico em meninas e mulheres.

Outro símbolo bastante conhecido é o quebra-cabeça, utilizado por muitos anos para representar o autismo. Embora tenha sido associado à ideia de complexidade do espectro, também é alvo de críticas por parte da comunidade autista, que aponta que ele pode transmitir a ideia de algo incompleto ou que precisa ser resolvido.

Tema do autismo em 2026

A cada ano, a ONU propõe um tema para orientar as discussões globais sobre o autismo.

Em 2026, o foco está na valorização da vida das pessoas autistas e na construção de uma sociedade mais inclusiva, reforçando que cada indivíduo tem valor e deve ter seus direitos garantidos.

No Brasil, a campanha também destaca que a autonomia se constrói com apoio, evidenciando que inclusão envolve acesso a oportunidades e suporte adequado.